Biodiversidade marinha Biodiversidade marinha

O MAR PORTUGUÊS

O território português, continental e insular, abrange 92.212 km2. Complementarmente, o território nacional coberto pelo Oceano Atlântico, que se designa por Zona Económica Exclusiva (ZEE), vai até às 200 milhas da linha de costa. À ZEE do continente adicionam-se as ZEEs dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, totalizando 1,7 milhões de km2. Em toda esta área, Portugal exerce a sua jurisdição, tanto sobre o solo e o subsolo dos fundos marinhos, como sobre a coluna de água abrangida e ainda o ar sobrejacente.
Independentemente da ZEE, define-se, em termos jurídicos, como Plataforma Continental (não confundir com o conceito geomorfológico homónimo), uma área que pode ir além das 200 milhas e na qual, Portugal apenas exerce os seus direitos sobre os fundos marinhos e, naturalmente, sobre os recursos, minerais e biológicos, aí existentes.
Em 11 de Maio de 2010, Portugal submeteu à ONU uma proposta de alargamento da extensão da Plataforma Continental. Se vier a ser aceite, Portugal passará a dispor de uma área oceânica de 3,8 milhões de km2, uma das maiores e mais importantes do Mundo.

Tal como na Terra emersa, a geomorfologia dos fundos oceânicos é muito variada, compreendendo altas montanhas que se elevam dos 5000 m de profundidade até a poucas centenas de metros da superfície, fossas abissais profundas e fontes hidrotermais onde a água jorra do âmago da Terra a temperaturas elevadíssimas. Todas essas zonas são colonizadas por uma fauna quase totalmente desconhecida, cujos mistérios começam a ser agora desvendados por equipas de cientistas nacionais em parceria com investigadores estrangeiros.
Junto à costa, para onde escorrem os nutrientes transportados pelos rios, onde os gradientes térmicos são significativos e onde as águas são menos profundas, permitindo assim a penetração da luz e o desenvolvimento de vegetais, a biodiversidade é maior, e melhor conhecida.

Nesta secção do Museu Virtual da Biodiversidade, procuramos divulgar a imensa riqueza de seres vivos que povoam o “Mar Português”, dar a conhecer a lógica das suas distribuições e as inter-relações que forem sendo esclarecidas pela ciência.