Colias croceus
(Fourcroy, 1785)Trata-se de uma borboleta que atinge os 55 mm de envergadura. As asas têm a face superior amarelo-alaranjada com bandas marginais escuras, acastanhadas, notoriamente mais largas nas asas anteriores; a fêmea possui uma sequência de manchas amarelas ao longo de cada banda marginal. Destaca-se a presença de uma pinta discoidal preta em cada asa anterior, assim como uma pinta cor-de-laranja em cada asa posterior. A face inferior das asas tem uma tonalidade verde-amarelada, podendo ser mais ou menos pálida (conforme a forma do espécimen). Nas asas posteriores destaca-se a presença de um ocelo discoidal branco, por vezes dividido em duas pintas unidas, sendo a inferior maior que a superior; as asas anteriores têm uma pinta discoidal negra. A fêmea é ligeiramente maior que o macho. Olhos verdes. Antenas claviformes ruivas, com uma pinta amarelada na extremidade do segmento terminal. A lagarta é verde e possui uma linha amarela longitudinal ao longo de cada flanco, marcada por pontos vermelhos. A crisálida é verde-alface, sendo nesta fase que ocorre a hibernação. O ovo é fusiforme, inicialmente amarelado e depois, alaranjado. Pode ter três ou quatro gerações anuais. Voa durante todo o ano.
Ocorre numa grande variedade de áreas abertas, preferencialmente em prados, campos de cultivo e pastagens. A lagarta alimenta-se de várias espécies de leguminosas (Fabaceae), tais como o trevo (Trifolium spp.) e a luzerna (Medicago spp.). Nos estados de lagarta e crisálida é pouco tolerante a baixas temperaturas, permanecendo abaixo dos 1000 m de altitude.
Em Portugal continental é uma espécie comum, estando bem distribuída ao longo de todo o território. Também ocorre nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.