Cordulegaster boltonii
Donovan, 1807Trata-se de umas das maiores libélulas que ocorrem em Portugal, chegando a atingir os 82 mm de comprimento. Apesar de similares, a fêmea é maior e mais robusta que o macho. Os olhos são verdes (por vezes verdes-acinzentados) e têm a particularidade de se tocar apenas num único ponto, no cimo da cabeça; a fronte é amarela atravessada por uma banda transversal negra. O tórax é negro com largas faixas antehumerais amarelas. O abdómen é negro com marcas amarelas ao longo dos segmentos abdominais; no macho, os segmentos S7 e S8 são visivelmente mais largos que os restantes e os apêndices abdominais superiores são negros e afastados. Na fêmea, a escama vulvar forma um comprido espigão, tratando-se de uma característica fundamental na sua identificação. As asas são transparentes com pterostigmas pretos muito compridos e delgados; têm a nervura marginal superior amarela. As patas são pretas. Voa de Abril a Outubro.
Observação: a fêmea tem uma forma muito característica de ovipositar, executando repetitivos movimentos verticais sobre o espelho de água (ver Multimédia).
Ocorre em sistemas lóticos (e.g. rios, ribeiros) com vegetação arbórea nas margens, ou até nas margens de campos de cultivo.
Em Portugal continental tem uma distribuição bastante dispersa, ocorrendo, sobretudo, no norte e no centro do território, até aos 1600 metros de altitude. Também pode ser encontrada no sul da região da estremadura, assim como no sudoeste alentejano e algarvio.