ReinoPlantae
DivisãoMagnoliophyta (Angiospermae)
ClasseMagnoliopsida
OrdemFagales
FamíliaFagaceae
Género
Espécie

Quercus broteroi

(Cout.) Rivas-Martinez & C. Sáenz
Carvalho-cerquinho, carvalho-português, carvalho-folhudo
Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante
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Árvore frequentemente elevada. Tronco: adulto, ramos grossos com ritidoma com sulcos pouco profundos. Folhas: tomentosas planas, coriáceas a submembranosas, de hábito tipicamente marcescente, obovado-oblongas ou sub-elípticas arredondadas, sub-cordiformes na base e obtusas no cimo, com margem crenada a sinuada, por vezes quase lobadas (lobos normalmente inermes), menos vezes dentadas e mucronadas; nervos secundários (8 a 10) curvos, com o ápice da nervura principal tortuoso; tomento composto por tricomas estrelados de raios compridos (>170 µm), por vezes multiestrelados e multiradiais (> 8 raios). Frutos: normalmente sésseis, raramente pedunculados.

Nota: Descrito como variedade de Quercus faginea (var. “broteri”) por Coutinho (1888) por alusão ao táxone descrito por Brotero (1805) como Quercus hybrida, é reconhecida como espécie independente de Q. faginea por Rivas-Martinez & Saénz (1991), sendo aceite como tal por vários autores.

Planta indiferente edáfica quanto à litologia, embora preferencialmente basófila, com predominância em calcários. Pode ocorrer em cambissolos êutricos e dístricos ou granitóides ricos em feldspato. Forma bosques climatófilos a partir de ombrótipo sub-húmido superior ou em áreas hiperoceânicas e bosques tempori-higrófilos, face aos bosques perenifólios em áreas de ombrótipo seco a sub-húmido inferior. Tende a ocorrer em áreas termófilas e vales encaixados, protegidos das geadas e diminuição acentuada das temperaturas mínimas de Inverno, por oposição à antiga subespécie Quercus faginea com distribuição mais continental e supramediterrânica.

Ocorre por todo o centro e sul do país, até ao vale do Rio Douro, onde faz fronteira com a anterior subespécie Quercus faginea, estando ausente das montanhas do sector Galaico-Português e Província Oro-Lusitana Atlântica, cedendo lugar aos carvalhais de Q. robur e Q. pyrenaica.

Onde se pode encontrar:
> Baixo valor económico associado à gestão das áreas de carvalho-cerquinho que existem em contacto com espécies de maior valor (sobreiro) e solos ricos para a agricultura
> Indústria madeireira
> Destruição dos bosques
> Alteração do uso do solo
> Fogos
> Arborização e recuperação de povoamentos de carvalho-cerquinho nas suas áreas potencias e em áreas de co-dominância com Quercus perenifólias
> Protecção dos carvalhais de carvalho-cerquinho (habitat 9240) e inclusão em redes de reservas naturais
Quercus hybrida, Q. lusitanica var. baetica, Q. faginea var. baetica, Q. lusitanica subsp. baetica, Q. lusitanica var. broteroi, Q. lusitanica subsp. broteroi, Q. faginea subsp. broteroi, Q. lusitanica f. submembranacea, Q. lusitanica f. macrophylla
Mais sobre esta espécie nas ligações seguintes:
Ver descrição detalhada na Flora iberica (1986-2012)
Flora-On: Flora de Portugal Interactiva (2014) | Sociedade Portuguesa de Botânica.
MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra
Chemical variations in Quercus pollen as a tool for taxonomic identification: Implications for long-term ecological and biogeographical research.
Muthreich et al. (2019)
Autor: Carlos Vila-Viçosa
Descrição Habitat Distribuição Multimédia Ameaças Conservação Sinonímias